A reinvenção do Amor – Alain Badiou

O amor é um gesto muito forte, porque significa que é preciso aceitar que a existência de outra pessoa se converta em nossa preocupação. Minha ideia sobre a reinvenção do amor quer dizer o seguinte: posto que o amor se refere a essa parte da humanidade que não está entregue à concorrência, ao selvagismo; posto que, em sua intimidade mais poderosa, o amor exige uma espécie de confiança absoluta no outro; posto que vamos aceitar que esse outro esteja totalmente presente em nossa própria vida, que nossa vida esteja ligada de maneira interna a esse outro, pois bem, já que tudo isso é possível, isso nos prova que não é verdade que a competitividade, o ódio, a violência, a rivalidade e a separação são a lei do mundo.

O amor está ameaçado pela sociedade contemporânea. Essa sociedade bem que gostaria de substituir o amor por uma espécie de regime comercial de pura satisfação sexual, erótica etc. Então, o amor deve ser reinventado para ser defendido. O amor deve reafirmar seu valor de ruptura, seu valor de quase loucura, seu valor revolucionário como nunca se fez antes. Não devemos deixar que o amor seja domesticado pela sociedade atual – que sempre busca domesticá-lo. Em outros tempos, as sociedades clericais e tradicionais buscaram domesticá-lo pelo casamento e pela família. Hoje, busca-se domesticar o amor com uma mistura de pornografia livre e de contrato financeiro. Mas devemos preservar a potência subversiva do amor e apartá-lo dessas ameaças. E isso é extensivo a outras coisas: a arte também deve se afastar da potência do mercado, a ciência igualmente. Ali onde há um pensamento humano ativo e desinteressado, há um combate para libertá-los dos interesses.

Em entrevista publicada no site revolucoes.org.br

Abrindo mão do Google Developer Bus pelo WordCamp Sampa

Bom, acabo de tomar essa decisão bem difícil na minha vida, mas deixa eu contar a história desde o início.

Está acontecendo um concurso de inovação do Google em toda a América, do Norte, Sul e Central, que visa o aquecimento de negócios e aplicativos para as Micro e Pequenas empresas da região, o  Google Developer Bus. Nisso, eles abriram inscrições para quem quisesse dentro de 4 áreas: Gerente de Projetos, Desenvolvedor FrontEnd, Desenvolvedor BackEnd e Designer.

Me inscrevi como Designer e começou uma bateria de pequenos testes interessantes, o primeiro quiz era de 4-5 perguntas de dificuldade média/alta. Um dia depois chegou um email dizendo que eu tinha passado para a 2ª Etapa, clicando no email, abre um vídeo do Neto Marin com um problema de lógica um pouco mais complexo, nada que 5 minutos, papel e caneta não resolvessem. Era uma coisas legal de numéros divisíveis por 3 e 5.

Ai passei para a 3ª etapa, fazer um vídeo me candidatando, que foi postado no YouTube automagicamente em minha conta. E ai foi questão de dois dias para eu receber a Noticia que colo abaixo. Eu estava no Google Developer Bus! Entre os 2200 inscritos eu estava entre uns dos 40, um sensação de passei no vestibular para Universidade Pública em uma disciplina de 55 candidatos por vaga… 🙂

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Já no dia seguinte ao receber a ligação empolgada de Caroline, RP do Google, a indecisão e o eminente problema começou a tomar conta de meus pensamentos. Eu não tinha me atentado que o último dia do Developer Bus cairia no mesmo dia do WordCamp São Paulo, 23 de Novembro. Estou faz pelo menos 3 meses produzindo o WordCamp Sampa com muita garra e uma equipe voluntária pequena e não faz sentido abrir mão de tudo isso. É evidente que o Developer Bus me traria benefícios, mas não sinto que o Google esteja disposto a dividir tanto o pão, como o WordPress faz sistematicamente há 10 anos.

Troquei alguns emails com o Neto pedindo ao menos algumas horas de atraso no sábado, para que eu conseguisse produzir o começo do evento, fizesse a abertura, minha palestra e corresse para o Developer Bus, mas não era possível, eu precisaria estar presente todos os dias a partir das 8h30 da manhã.

Eu tenho focal total no WordPress e na Automattic há pelo menos 3 anos, essa é minha vida, essa é a minha galera. Perder a possibilidade de ver o resultado do trampo dos últimos meses para esse WordCamp e de fato vivência-lo compartilhando tudo isso com esse pessoal, não tem preço.

Assim tentando manter a coerência de meu foco e de minha filosofia de vida, falei assim para o Google:  “… vou ter que dar prioridade para a construção do universo do WordPress :)”

Nasce a Brasa

Da união do poderes artísticos, tecnológicos e administrativos de algumas pessoas, nasceu a Brasa, uma agência Web com cultura, simplicidade e tecnologia. O que já foi Eté Design agora renasce significando algumas coisas: Design de Temas e Sites WordPress, Design Gráfico, Graffiti e consultoria para criação de estratégias de presença na internet. Veja nosso Portfólio aqui.

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Layout da tela que foi colocada no ar no lugar da home da Eté Design

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Portal que mantemos voluntariamente: maracatu.org.br

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Capa de DVD que fizemos para um projeto Brasil-França de intercâmbio cultural

Vídeo Promocional da Brasa